sexta-feira, 30 de março de 2012

EU

Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras. Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo. São poucas as pessoas pra quem eu me explico...

MENTE LIVRE

Para mim a liberdade só existe quando um povo se une. A liberdade só existe quando ela também é mental. Minha mente só se liberta quando eu penso em voce toda nua pra mim.

O LIVRO

Lê-me como se eu fosse um livro Descobre-me em cada página Toca-me com suavidade Bebe as minhas palavras Deseja-me como algo vital Inunda-me com teu desejo Busca-me em silêncios Palavras, Gestos Movimentos, ou Imagens Decifra-me se fores capaz ... mas não tenhas pressa...

PRA VOCE

Eu não sei o que me domina E mesmo assim não penso em me livrar Num fascínio de alma gêmea Você em mim constrói o seu lugar O amor se fez me levando além onde ninguém mais Criou raiz, ancorou de vez, fez de mim seu cais Lendo a rota das estrelas Nesse abraço se fez um ciclo Que não tem fim e é todo o meu viver É como alcançar o infinito Reflete em mim e volta pra você O amor se fez me levando além onde ninguém mais Criou raiz, ancorou de vez, fez de mim seu cais Lendo a rota das estrelas O amor surgiu como um em mil, por você eu vim E assim será a me conduzir, sem mandar em mim Como o vento e o barco a vela, que nos leva sem fim.

O BEIJO

Gosto de beijar Beijo roubado Conquistado, Implorado, Merecido Ou simplesmente beijo dado. O beijo é quente; é esmerado; é envolvente; é úmido; é prazer. Gosto de beijar.
**** Os homens de bom caráter gostam de mulheres bem resolvidas, as desesperadas, carentes e com dependência afetiva eles deixam para os sapos. ****

A ENTREGA P/ O MESTRE

Restrita, entregue, subjulgada, consciente de sua dependencia. Ela sabia que nao mais seria dona de si. Ela sabia que nao mais assumiria o lugar que era dele. Nao seria mais modelo de forca pras amigas. Nao seria mais a imagem da auto-suficiencia. Seria vergonha para as feministas. Escarnio para os intelectuais. Alvo da pena dos solidarios. Tambem sabia que seria pela primeira vez ela mesma. E isso era o suficiente. Afinal, quando ele a entregou sua coleira e a chamou de sua, dentro dela alguma coisa simplesmente calou-se, e ela pode entao dormir tranquila.